quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Sobre ser um pedaço de carne. ( Meu primeiro assédio)





A pouco tempo várias mulheres resolveram relatar como aconteceu seus primeiros assédio. É repugnante, e inadmissível qualquer tipo de assédio sexual, e ler todas essas histórias me despertou para o meu primeiro assédio que por muito tempo não considerava isso.


"Eu deveria ter por volta dos meus 12 anos, tinha um short com um tope branco com desenhos de lua e estrela que eu simplesmente adorava! Lembro da rua que isso aconteceu, do que senti e do rosto do homem que me assediou.
Tinha ido até a padaria comprar pães, nessa época era perto da minha casa, na volta eu senti alguém por trás esbarrar em mim e passar a mão na minha bunda. A pessoa ainda teve a coragem de me olhar com aquele sorriso malicioso e pedir ''desculpas'', os primeiros pensamentos foram ''Ele realmente passou a mão em mim ou foi impressão?'' e no final não acabei contando para ninguém, talvez ele tenha mesmo somente esbarrado.Voltei para casa, cheia de culpa vergonha e horror.''


 E é exatamente isso que todas as mulheres desse mundo carregam, o silêncio. É ouvir ''delicia, gostosa, ó lá em casa'' todos os dias ao sair na rua por homens que acreditam que esse tipo de expressão é um elogio. É pensar duas vezes antes de colocar um vestido no calor de matar por se sentir constrangida e coagida com os olhares machistas, por não ser respeitada.
E já passou da hora, já passou da hora de soltarmos o verbo, e lutarmos sem parar com esses nojentos machistas que jamais vão entender o medo de andar por uma rua sozinha no escuro, Passou da hora de reagirmos ao ''psiu'' nas ruas, passou da hora de falarmos mais alto e nós juntarmos.
Para as mamães de meninos, espero que saibam da responsabilidade imensa que está em suas mãos e começa com vocês também. Façam sua parte de educa-los sabendo valorizar uma mulher, que eles brinquem de bonecas, casinhas e não deixem o preconceito e o machismo impedir isso, que não deixem ser ''o garanhão do papai, o pegador'', que jamais mexam e tratem uma mulher como um pedaço da carne, seja na rua, em casa ou em qualquer outro lugar. Que não se sintam superiores ás mulheres em ocasião alguma e acima de tudo ensinem o principio de igualdade.

Por fim: VAMOS FAZER UM ESCÂNDALO!





sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Voltei







Voltei a escrever, é.
Sinto dizer que isso não é boa coisa. Essa turbilhão de palavras só me fazem essa visita quando alguma coisa está errada, é como um grito de socorro que ninguém pode decodificar. Deve ser porque quando esse vazio chega, só a caneta e o papel pode tentar preenche-lo, e não posso deixar de agradecer por eles me fazerem companhia, mesmo quando os tenho abandonados por meses. Aprendi a evitar esse vazio por tanto tempo, e ser sugada para esse abismo novamente me mostra uma luta toda que foi travada em vão. É como se ele sempre esteve escondido debaixo da minha cama como os monstros contados nas histórias de crianças,esperando anoitecer para aparecer. E a noite chegou me trazendo os medos,as frustrações por esperar tanto de mim mesmo, das pessoas, do mundo.
 






Escrever é um excesso imperdoável que nasce da FALTA' - Carpinejar

Estações






Vamos começar pelo gélido inverno, se fosse para eu definir uma cor para cada estação do ano, ele seria o branco. É aquele frio de gelar os ossos como nossos avós sempre dizem, a ponta do nariz fica vermelho, as mãos parecem nunca esquentar e se fossemos desenhos animados os dedos ficariam azuis. É a época das toquinhas graciosas de lãs, de tirar os cachecóis das vovós da gaveta e brigar para aquela sua luva caber nos seus dedos. Dos abraços quentinhos que o Olaf tanto gosta, dos casais todos juntinhos andando na rua e se protegendo dos ventos cortantes.

E se no inverno é tudo muito apagado, o verão vem para iluminar os olhos. Quem nunca ''fritou'' as solas do pé ao esquecer o chinelo e ao sair da areia fofinha da praia ter que correr como louco pelo asfalto? Claro que a cor dele seria o amarelo, o dourado que clareia, que aquece, que brilha e mostra para todos quem é o dono do céu. Com o verão vem os banhos de mar, piscina, quedas de cachoeiras. Vale tudo para se refrescar, até mesmo os banhos de mangueiras que marcou tantas infâncias.

Já o Outono é o meio termo,o chove não molha. Época de deixar os casacos grossos de lados, e apostar nos suéters, do barulhinho das folhas secas e das arvores que parecem ter sido tiradas dos filmes do Tim Burton. Sua cor seria o cinza, sempre achei ele meio apagado. Minha vida é cercada de incertezas e sou a mestre do meio termo,logo Outono deveria ser minha estação preferida,tanta semelhança.. Porém...

Meu coração é da Primavera,ela que é a dona de todas as cores. Se quer começar algo novo na sua vida, deveria aproveitar quando as flores estão florescendo. Essa estação vem carregada de uma palavra que tenho uma grande ''afeição'',a conhecida esperança. Tem como esquecer dela ao ver as calçadas como tapetes repletas de flores caídas das arvores como se estivessem apenas descansando? A primavera sempre será a parte mais linda de um ano inteiro, e sua espera sempre contadas nas folhas do meu calendário. Todas as cores que me lembram apenas uma coisinha, o amor.




sexta-feira, 13 de junho de 2014

Dois anos.





Hoje eu paro de contar os meses, a partir de hoje você tem dois aninhos. Ainda sinto que alguém apertou o botão de avançar nesse filme das nossas vidas. Já começo a sentir falta de quando você saia sujando todos os joelhos das suas roupinhas quando descobriu a engatinhar. De sair colocando o mundo inteiro nos seus dentinhos, ai aquela gengiva malvada que coçava sem parar.
Porém por outro lado é uma alegria imensa vendo você confundir o azul pela rosa, ou achando que todas as frutas e legumes são batatas. Ver você crescendo, quase ficando da minha altura e não querendo largar o meu colo, mesmo quando já estou ofegante e perdendo meu braço é algo que aquece meu coração.
Ouvimos dizer que os filhos são do mundo, você aprende a trocar fraldas, aceita comer bolachas babadas para um dia ele já conseguir andar com suas próprias perninhas, para ele criar sua própria independência. E eu sei que você meu pequeno já está aprendendo a colocar a sua armadura, não é por acaso que você tem o nome de um dos melhores reis da historia, conhecido por sua bondade e bravura.

Hoje o aniversario é seu, porém há a mais de dois anos você me da presentes com sua presença, com suas palavrinhas todas emboladas, por ter me mostrado esse amor tão puro que me trouxe as melhores coisas do mundo.

Eu te amo, meu pequeno Rei ♥

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Agradecimentos.



Acordo e você está ali todo espalhado ao meu lado, vou dormir a noite e você me puxa para o seu peito afim de me aquecer do frio da madrugada. Outra manhã, e novamente ao abrir os olhos você anda está do meu lado, todo enrolado nas cobertas, perdidos nos sonhos



 Estaria mentindo que acabei de realizar um sonho de menina. Casamento nunca esteve nos meus planos, as senhorinhas que encontrava pelo meu caminho sempre me dizia que isso era uma questão de tempo, tempo para eu perceber que bem lá no fundo, em algum momento eu ia sim querer alguém para acordar ao meu lado, para dividir a minha vida. Passou os anos, passou os amores e essa vontade de colocar uma aliança dourada no meu dedo e ser a esposa de alguém não surgia. Tudo começou quando os finais de semana demoravam demais para chegar, então resolvemos que nós veríamos alguns dias da semana também. (Porque não?)Dias, poucos dias, 7 dias da semana.
Se soubesse como me falta palavras para descrever esse giro de 360 graus que demos nas nossas vidas, como me falta palavras que diga o marido fantástico que você se tornou para mim, somente para mim. E estou extremamente feliz por ter trocado a palavra ''meu/minha por nosso'' Nossa casa, nossa cozinha que aguenta as minhas tentativas de preparar um prato decente e tem virado minha amiga, nosso sofá que me deixa neurótica quando o Arthur inventa de lambuzar de chocolate, nosso amor que me enche de esperança.
Essa tal felicidade gosta de realmente nos surpreender, gosta de fazer pensarmos que é complicado demais encontra-la, quando está simplesmente escondida em uma tentativa de fazer um jantar ou em um sorriso quando o vejo chegando do trabalho e abraçando nosso pequeno.
Algumas coisas podem levar anos para acontecer, outras em um abrir e fechar dos olhos. Você veio de uma forma repentina, pediu para mudar toda a minha vida em segundos e me fez amar em questão de milésimos.



Obrigada por ter me escolhido




terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Rimar - Amar.


Então você tem a sensação que está olhando através de um papel de sonho de valsa. É tudo tão rosa, que até mesmo eu que sempre achei essa cor muito menininha acabei gostando.





Só tem uma palavra que vem martelando na minha cabeça nas ultimas semanas que é permitir-se. Eu permiti que você segurasse as minhas mãos dentro daquele caos que é o metro de São Paulo, que me ajudasse a ter equilíbrio enquanto as barras de ferro pareciam inalcançáveis. Permiti que os verdes dos seus olhos ficassem gravados em mim na manhã seguinte, junto com o sorriso que passou a ter nome e motivo. Que bagunçasse os meus lençóis, que deixa-se seu perfume no meu travesseiro. Que cuidasse de mim. Se o destino gosta de pregar peças e sair para brincar, ele se uniu com um sentimento ai que eu pensei que estava de férias e resolveu aparecer para me fazer uma visita. Veio trazendo poesias, logo eu que nunca me arrisquei a escrever versinhos e que achava essa coisa de amar e rimar historia para contar em filmes. E por falar em filmes, me fez querer entregar um amor de cinema, com direito a tela com final feliz e créditos de agradecimentos.

É apavorante, intenso, esplêndido, bom e ruim. Uma mistura engraçada de todos os ingredientes que podem fazer um bolo crescer ou queimar, só que com a diferença que aprendi que se acontecer a segunda opção, dá para adicionar a cobertura e arriscar.









‘’Vou te pedir  que fique. Mesmo que o futuro seja de incertezas, mesmo que não haja nada duradouro, prescrito para gente (...) É um risco. Eu pulo, se você me der a mão.’’

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Sou feita de carne, só que sou do amor.




A palavra apego sempre foi um probleminha, ou melhor um problema gigante! 



Então eu acordei certa manhã e resolvi não checar meu celular em busca de alguma mensagem, nada de apelidos bonitinhos, de coração no final das frases. E por falar nesse tal coração, eu resolvi deixar ele bem distante. Risquei o dormir de conchinha, aqueles 10 segundos de olho no olho, dedos entrelaçados e qualquer coisa que envolvesse a palavra carinho. Simplesmente porque ia ser um pulo para ternura, afeto, amor . E por esse caminho eu já andei na contramão e de olhos fechados. Veja só que engraçado, justamente o que eu mais oferecia as pessoas, eu passei a negar a partir daquele momento.
Nada de reviver a noite anterior no café da manhã, nada de sorriso bobo nos lábios, de esperar uma ligação, ou sentir o perfume dele no seu cabelo. Suspiros então? Estava fora de cogitação, de doce mesmo só meu brigadeiro queimado. Era fácil, um amigo me disse que aquela corda da expectativa não te sufocaria no dia seguinte, me prometeu que eu me sentiria livre. E quem afinal de contas não quer sentir aquela euforia, a liberdade?
Ele não mentiu, a sensação era justamente essa, porém o que eu não esperava é que no segundo seguinte batesse uma falta gigante dentro de mim. Uma saudade das minhas neuroses, das minhas queixas, das minhas esperanças, da minha mania tola de marcar um gesto.  ‘’Ei! Vem cá fulano, é assim? Você também sente falta de você?’’

Uma semana! Foi esse o tempo que durou a tentativa de viver sem dar importância, de dar um beijo e não sentir o gosto da boca. Só que bastou para ter criado a certeza que não fui feita para casos, eu gosto de historias e de preferência, as longas com muito drama e amor.







‘’Sou sentimental, sei disso. Sou dependente e boba, sei disso também!’’

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Menino perdido.

‘’ Essa é a ultima oração pra salvar seu coração’’




Essa é uma historinha de um menino perdido, e não, não estou falando de Peter Pan. Esse menino não tinha a síndrome de não querer crescer, o problema era outro, ele jurava que já tinha se tornado adulto.

Tinha criado um próprio reino, e lá não tinha espaço para o medo, enfrentava seus inimigos para provar que a coragem sempre esteve na ponta da sua espada. Cercava-se por sacos de ouros e usava sua esposa para mostrar que era um grande homem, que da vida ele tinha o melhor. Só que era vazio, completamente vazio e para completar isso inventava historias, era um criador delas. Das mais fantásticas, as mais simples. Todas para impressionar, todas para firmar sua vida falsa e de mentira. Mentirinhas tolas, bobas e que o devoravam.  Diferente de Pinóquio, o nariz não aumentava provando que a verdade estava longe, dessa forma era fácil enganar os tolos que o cercavam.  Para perceber suas mentiras você não precisava ter um pó mágico, bastava apenas ter alguns valores que para ele, pareciam ter se perdidos: Caráter, Amor e Sinceridade. Valores que todos adquirimos no berço, porém que podem ser esquecidos por completo durante o trajeto que escolher seguir.  Ai garotinho, pobre garotinho.
Não sabia que para desejar iluminação e paz para alguém precisava primeiramente ter ciência do que isso se tratava, precisava ter isso dentro dele mesmo para poder transmitir, caso contrario só iria continuar entregando falsas esperanças, falsos sentimentos.
A verdade é que no Reino, algumas pessoas ainda achavam que ele era um Rei, porém os olhares estavam enganados, ele ainda não passava de um bobo da corte. Para fazer as pessoas darem risada o menino perdido precisava acima de tudo saber usar bem as palavras, e isso não podemos negar que ele fazia como ninguém.  Só que palavras, palavras o vento leva como dizia nossa querida Cássia Eller. E no final da noite, o que fica é somente a falta, a falta de amor, a falta de ser alguém que seu herdeiro possa se orgulhar.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Se aventurar.




A cada passo, as tabuas de madeira emitiam um rangido que é como se estivessem tentando contar de cada historia, que tinha percorrido aquele mesmo caminho. O cais de porto naquela manhã estava nebuloso, com uma garoa fina que se mostrava um alerta do mar, dizendo que ele não estava para brincadeira. A garota consultou o relógio no pulso para ter certeza que não estava trocando o dia pela noite, a escuridão era tão visível que ate mesmo os pássaros já tinham ido em busca de seus ninhos. – Vai ter uma tempestade hoje hein? Um dos marinheiros da região parou ao seu lado acompanhando seu olhar vago. Ela queria ter dito que a tempestade já existia há 23 anos dentro dela, e que estava ali justamente em busca do segredo para driblá-la.
Nenhum dos dois desviou o olhar das águas turbulentas do mar, as ondas se quebravam nas pedras e o branco das espumas a fascinava.  Talvez fosse ali que se encontrava o ponto chave, a brancura, que era um contraste de paz em meio a toda aquela agitação das águas negras.
O segredo, o segredo que procurava, era uma palavra com o nome de coragem. Só que afinal, como sair em busca dessa tal coragem, sem um mapa para mostrar o caminho? É uma missão que deve ser feita sozinha? Ela mesma deveria ser a capitã, e os tripulantes do navio?
O rapaz ao seu lado ergueu o que parecia um saco velho e jogou nas costas, colocou um dos mais belos sorrisos em seu rosto e roubou seus pensamentos. – E então, vai querer uma carona? Apontou para um dos barcos ancorados há alguns metros à frente, a garota não devolveu o sorriso.

- Acredito que não é só uma tempestade que vem por ai, é um bom marinheiro para se aventurar nesse mar?
- Por mais que esse barco esteja meio surrado, ele nunca me deixou na mão em águas perigosas. Então, estou preparado menina. A pergunta é:  Você está?



segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Vamos falar de Agosto.

‘’Quero colecionar pessoas, espera. Deixa eu te explicar:
Quero escrever sobre as pessoas que chegaram se apresentaram e roubaram talvez alguns minutos, talvez meu coração.’




Agosto chegou com uma placa que dizia ‘’Problemas aqui’’, e meus caros não era uma simples plaquinha. Sabe aqueles letreiros piscantes com uma luz capaz de cegar seus olhos? Pois bem, não havia como não prestar atenção no alerta. Tinha um sorriso também, claro que tinha. Um sorriso torto que escondia uma criança no canto dos lábios. Um olhar, que ao descer do carro naquela noite não escondia a timidez, e é justamente ali que mora o perigo. Lembro de uma amiga me dizendo ‘’ Ele é parte daquele tipo que não faz absolutamente nada de especial e faz com que você perca o chão’’ Claro que era um perigo, um perigo gigante. Que roubaria minhas séries favoritas, o caminho da minha casa, e minha atenção. Se eu dei permissão? Não, não. 
Não permiti que ele fosse à mudança, a incerteza, o contraditório e a esperança. Foi o ponto chave de um mês que diziam ser do desgosto, foi apenas o riso em uma noite de sábado, o sopro da despreocupação, a história de infância sobre ser como a Polyanna. Não foi nada demais, nada de menos.
Sabe aquele tipo de momento que precisa ser vivido ali, naquele instante? Se deixar para depois, se prolongar pode estragar? Foi essa a historia. Foi pelos sorrisos, as palavras, e os copos vazios que me arrisquei rabiscar algumas paginas desse meu caderno.  E por perceber que ao em vez de ter me desligado, agosto me ligou aos poucos para algo que eu tinha prometido tirar umas férias.



quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Simples assim.


‘’Simples quanto o simples deve ser. Pra algo acontecer, alguém vai ter que vencer.’’






- Eles não percebem, que não é difícil adivinhar o que procura. Você quer o simples!

Essa frase foi dita em um encontro de velhos amigos, de uma alma que me acompanha e me inspira (Obrigada querido Dário!)Não teria explicação melhor para uma busca que parece impossível de chegar ao final. Não fui feita para esperas, na verdade sempre detestei relógios. O único que eu ousei colocar no pulso, foi um presente do meu pai, e tinha um Mickey que apontava para os ponteiros, que cá entre nós sempre me pareceu um bicho de sete cabeças. Nunca usei com o intuito de ver as horas, era apenas o desenho animado da moda que me fazia acordar todas as manhãs e não esquece-lo ao sair de casa.
Com essa minha mania de acelerar o tempo, eu continuo com uma urgência de querer uma coisinha boba ai, algo que só o mundo inteiro busca. 
Não quero um amor que venha de uma forma devastadora, que tenha saído das paginas de um livro do Nicholas Sparks. Não, não! Só que não me importo se o dito cujo gostar de escrever cartas, de que tenha uma toalha quadriculada e me leve para fazer um piquenique. ( Com direito a cestinhas ok?)
Que esqueça os buquês de rosas, os jantares a luz de vela, que segure minha mão e me leve para sentar na areia e deixar que eu sinta o cheiro da maresia. Ao se agarrar aos meus detalhes, vai saber que o oceano faz com que eu me perca, porém vai perceber o momento exato de me trazer de volta. Alguém já dizia que não só a felicidade, mais a magia que precisa para sua vida está no simples. No aprender aquela receita com o brócolis que odeia, somente para arrancar um sorriso de alguém. A vida é simples, milagrosamente simples, é o segredo está justamente nessa palavrinha e no saber apreciar isso. No cheiro do café passado, de grama cortada, dama da noite, bolo de chocolate. Cheiro de vida, de amor, de esperança.







terça-feira, 27 de agosto de 2013

Não guarde!


‘’Não guardo nem dinheiro, vou guardar rancor e mágoas?’’ – Caio Fernando de Abreu





E uma coisa é certa, se existissem vasos pala casa, eles seriam espatifados contra as paredes em uma clássica cena de cinema. Se fosse um filme de romance, encheria a cama com lenços de papeis, me afogado em um pote de sorvete, barras de chocolate e tudo que me rendesse um sentimento de culpa e quilos a mais no dia seguinte. Mulher é dramática né? Drama deveria ser o nome do meio de cada uma.
Não só o sexo feminino que enfrenta um punhado de magoas e decepções. É irônico dizer, por exemplo, para alguém que acabou de ser traída que deve tirar uma lição do ocorrido.  No momento você vai guardar todo o ódio, vai querer esfolar a cara da pessoa em qualquer coisa que tiver ao seu alcance, vai jurar vingança, e olha lá se não quiser amarrar o nome do dito cujo na boca do sapo. (Vem cá, dá certo mesmo? rs) Enfim, a verdade é que não se deve guardar nada. Nada mesmo.
Sentimentos foram feitos para serem mostrados, para serem expulsos de dentro de nós.  Carinho deve ser entregue, amor deve ser compartilhado, raiva deve ser mostrada, sentida, entendida. Não vale mesmo, é guardar algo que tire o brilho dos seus olhos, que envelheça a sua alma, que cubra o bem que resta dentro de ti.
Ou que guarde, guarde por um tempo muito curto, por uma volta até o quarteirão, quem sabe, por um dia? Um minuto? No meu caso, leva algumas semanas, só que posso admitir, tenho trabalhado para durar bem menos.  Parar de afogar certos sentimentos e palavras que querem sair nadando por ai, é a meta.


Não acreditem que guardo mágoas de quem já me entregou sorrisos.  Se guardei, passou tão rápido como os meus 15 anos. A vida voa, o café esfria se não tomado a tempo. Então não se preocupe em guardar as coisas, liberte-as, Viva.

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quinta-feira, 11 de julho de 2013

Se cuida.



''Ter medo de me perder, ainda não é me ganhar''


Me deparei com Carpinejar me descrevendo novamente nessa frase. Meses atrás eu sonhava em ouvir as palavras que encheram meus ouvidos somente agora. Términos de namoro não são fáceis, para nenhuma das partes, independentemente do errado da historia.
Erros nós acompanham no decorrer da vida. Uns são superados, outros continuam ardendo como um corte de papel. A principio parece ser tão delicado, mas trás um desconforto semelhante a qualquer outro corte que possa ser feito com uma faca ou tesoura.
Teve uma época que te desejei o pior. Era um sentimento que vinha do fundo da minha alma, talvez involuntário devido a tudo que aconteceu. Não importava o que me diziam sobre não alimentar isso, pois voltaria para mim. '' Deixa que a vida se encarrega, Fernanda'' minha vó me disse tantas vezes.
Não queria deixar nas mãos do tempo, da vida, ou no que seja. Queria era cuidar de tudo, justiça com as próprias mãos sabe? Deve ser por esse sentimento que me afundava cada vez mais na cama e em lenços de papeis.
Eram os primeiros meses de vida do meu pequeno Rei, tempos que deveriam ser de sorrisos e você conseguiu transforma-los em um buraco negro para mim. Sou eternamente grata pelas pessoas que conseguiram me salvar de dentro dessa escuridão, elas podem confirmar que foi um trabalho árduo. E de qualquer forma, sou grata a você por ter me mostrado a força sem igual que existia dentro de mim. Pena que foi da maneira errada. Obrigada por ter me ensinado que todos passamos pela superação, Obrigada por ter me forçado a conhecer a palavra e o significado do recomeço. E acima de tudo, por ter me libertado para o amor.
Me perguntou alguns dias atrás se deveria esquecer a nossa historia, volto a dizer : Não esqueça, guarde-a. E se permita viver uma nova historia, com uma nova pessoa.

Cuidei de mim como o recado que me deu quando olhou nos meus olhos e disse '' Se cuida, por favor''
Me cuido! me refiz, me amei. Faça o mesmo e a felicidade á de chegar.


Se cuida...

terça-feira, 18 de junho de 2013

Urgência!



Esmeralda! Diz ai nessas cartas que dessa vez vai dar certo!  - Cruzei os dedos, rezou para todos os santos para que o destino finalmente tivesse trazendo um bocadinho de sorte no amor!  - Xiiiiiiii! Não gostei desse som, tem muita i ai nessa palavra. A cartomante já tão conhecida me olhou nos olhos, segurando as minhas mãos. Pronto! Não é que até as cartas estavam dizendo justamente o que eu não queria ouvir? – Só que tem uma boa noticia minha filha, o amor vai chegar sim. Só vai demorar uns 5 anos.
Calma aê, meu povo! 5 anos? Sinto muito Esmeralda, esse homem da minha vida vai ter que dar um jeito de me encontrar logo. Pega um avião, um jumento. Parcela a viagem em 24x no cartão. Mas que venha depressa!
Já treinei paciência, virei melhor amiga do Sr. Tempo. Cansei de infinitas esperas. De copos vazios e braços faltando nos finais da noite.
Quero alguém que não reclame da minha mania de riscar o fósforo e devolve-lo para a caixinha. Alguém que me traga um foco e me lembre que posso enroscar a saia no final de uma escada rolante se não prestar atenção. Que não se importe com a minha irritação em dias de chuva. Alguém que troque de bom grado uma festa por meu colo e um livro. Que saiba fazer café e brigue comigo pela manhã por nunca aprender a quantidade certa de água.


Não demore, meu amor. Não demore.

domingo, 9 de junho de 2013

Sobre Afeto e uma pitada de Ternura.




Começo com Shakespeare, que também tentou nós falar sobre afeto: ''As palavras sem afeto nunca chegarão aos ouvidos de Deus''


A palavra afeto me trás uma empatia, escolhemos ela para descrever algo leve, bonito, um sentimento bom por alguém. E você, meu caro Gafanhoto vai me perguntar: Leve, bonito, bom? Não deveria ser chamado de Amor?  
Afeto é uma palavra que está livre de toda e qualquer responsabilidade, travas e peso. Não vem abraçado ao amor, compaixão e horários. É involuntário e colorido por tons pastéis.  Para a resposta acima, afeto é o antes! O cerno, o fio condutor de uma história. Antes de ser amor, ciumes, raiva, confusão, passeou pelo afeto e suas cores leves.
Para mim quando penso em afeto posso sentir o cheiro de jasmim, grama cortada. Vem acompanhado de algo tão puro, é simplesmente a necessidade de coisificar algo que se não tivesesse nome continuaria a existir normalmente. É a semente, a origem de toda aquela onda de sentimentos que um dia vai chegar, te invadir e fazer transbordar.

Sou adepta do afeto, e do passo seguinte que é a ternura. O doce! Posso parar exatamente nesse ponto? Porque os outros sentimentos, ah, como sabemos dá um trabalho danado!










''Essas tentativas de escrever sobre sentimentos, é falta de sentir?''






quinta-feira, 30 de maio de 2013

Adeus Maio!






Querido Maio!
Quantas surpresas você me reservou. E está se encerrando me fazendo substituir o número 2, pelo 3.

Acordei pela manhã, mais sentimental que de costume. Nosso aniversário sempre trás essa mistura de sentimentos, felicidade, nostalgia. Amor.
Quando pequena colecionava cartões telefônicos, todos tivemos uma fase de encher caixas de sapatos com tesouros. Pedras coloridas, bolinhas de gude. O meu sempre foi os cartões. Era a felicidade me deparar com algum perdido, em cima dos orelhões pela cidade.

Hoje em dia, coleciono palavras.

De pequenas frases á textos dignos de um livro! Me entregue palavras, seja para explicar uma situação, seja para descrever um sentimento. Uma amiga me disse para não fechar a porta do meu baú. O baú da vida. Então escrevo como um agradecimento pelas palavras que vocês me entregaram nesse 29 de Maio, estão todas aqui, guardadas. Obrigada pelos abraços que levaram pedacinhos da minha alma, pela ternura em cada letra. Por terem feito essa minha coleção aumentar, e meu coração transbordar amor.

... Mais.

sábado, 11 de maio de 2013

Amor que não se mede.




Alguns anos atrás em um domingo, acordaria por volta do meio dia ainda com o gosto da cerveja na boca. A cabeça latejando, a sola do pé ainda estaria sentindo as primeiras horas da noite passada. Esfregaria meus olhos ao ver o sol entrando pela janela, imaginando que a cama estava atrativa demais para fazer outra coisa se não permanecer nela.

Os domingos mudaram, a vida mudou. Você chegou.

Começou me fazendo rejeitar uma das melhores coisas do meu mundo. A minha Coca Cola. Eu insistia, e você fazia eu jogar tudo para fora. Não era do seu gosto, e hoje, conseguiu me mudar até mesmo nisso.
E então, você, todo pequenino mostrou que gostava de espaço. Não é que começou a implicar com a minha costela? Chutou, chutou e já foi treinando para escutar os meus gritos de impaciência.
O seu dia. O meu dia. Ou melhor, nosso, tinha chegado, acabou passando, e estava tão quentinho lá dentro que não pensou em dar as caras. Me olhou pela primeira vez no dia do meu numero da sorte, no ano do fim do mundo. Não chorou, se concentrou em observar tudo ao seu redor com o mesmo olhar que percorre o mundo hoje em dia. Olhar de descoberta, de atenção, de fome.

Acabou com os meus medos, me fez descobrir outros. Sabe a solidão? No fundo, bem lá no fundo, mesmo que não esteja descoberto. É disso que temos medo, dela, do sozinho. Ou do simples fato de admitir isso. É algo que foi totalmente eliminado de dentro de mim com sua chegada. O mundo fica maior, fica gigante sabe? O coração aumenta, é tanto amor que aquela expressão ''capaz de explodir'' cai como uma luva para esse momento.

Os domingos da mãe de um Rei se resumiram em acordar as 6 da manhã, brigar com a pequena bolinha que pula em cima de você, te presenteia com beliscões para assistir ao desenho na televisão. E mostra aquelas dois dentinhos brancos como se você fosse a pessoa mais encantadora do mundo.

Meu amor, tantas batalhas foram vencidas, e gigantes ainda estão por vir. Te entrego sua coroa, sua espada e todo o meu coração, porque do seu lado por toda essa sua vida, eu vou estar ♥


Feliz Dia das Mães!

domingo, 31 de março de 2013

Paris, Paris. A cidade do amor.






Para alguém que transborda amor, Paris deveria estar no topo da lista de lugares para se conhecer. Se você é um daqueles que não leva muito o romantismo para a vida, deveria dar uma passada na cidade do amor.  Além de uma beleza incomparável com monumentos e museus marcantes, como não se apaixonar entre as vielas da cidade? Esqueçam toda essa modernidade. Desejo um pouco de caminhada com os dedos entrelaçados, aroma de pão francês (la baguette) , champanhe a qualquer hora, brindes bobos. 

Capital francesa, lar dos amantes. Alguns procuram, outros reacendem, intensificam, são todas as formas de amor distribuídas em cada rua, em cada um dos seus jardins parisienses que dizem ser os mais lindos. Há vida em cada canto, existe amor. Existe esperança em cada final de tarde acompanhado por um ''café au lait', no crepe compartilhado, no olhar apaixonado. Eternidade, em cada cadeado que é preso a Pont de L'Archevêché. Desculpem, meus caros, diante de tanta maravilha como pegar o próximo avião?






Au Revoir! 
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sábado, 30 de março de 2013

Amanda Beserra.




‘’Palavra, tenho que escolher a mais bonita,
Para poder dizer coisas do coração.’’



Esta carta era para um aniversário de 19 anos. Em cartas de aniversários dizemos o quanto à pessoa é especial, logo damos um jeito de colocar o clássico ‘’ Continue sempre assim’’, quero desejar, amor, paz, dinheiro e todos os bla bla bla que acompanhamos ao decorrer de nossas vidas por todos os anos seguintes. Vou rasgar esse papel, não quero uma carta de aniversário. Quero enviar essa carta para o encarregado do destino. Carta de agradecimento, por encontrar um coração puro amor.Para completar meus dramas, para junto comigo transbordar amor. Seguimos assim, com sentimentalismos nas palavras, neuroses na mesa de um bar. - Vem aqui, deixa eu levar a sua bolsa! De dramas, vitórias, inseguranças e amores colocamos ali dentro em apenas uma e revezamos todo o peso, dividimos a vida. 


Diante de tantas pessoas que chegaram, partiram e voltaram. Alguns nomes, não podemos deixar de colocar na pagina de agradecimentos de um livro.

‘’Amanda Beserra, por me lembrar de que um pouco de estrago também faz bem para alma. E se tem amor, o caminho está certo.’’





Minha cara, minha querida aquiete o coração, não procure, não espere. Apenas viva esses dezenove anos. Se algo der errado no decorrer dos dias, estarei aqui para rasgar a folha do calendário e lembrar que podemos fazer certo no seguinte. ♥

segunda-feira, 25 de março de 2013

Dias de Polisipos





E você ergue suas mãos aos céus, roga por todos os santos conhecidos e desconhecidos. Vamos Santo Antonio, São Pedro, São Paulo, ''Santo dos Corações Solitários'' Que dessa vez a flecha tenha ido para o lado certo, que o coração não se engane, que Nosso Senhor do Bonfim não tenha esquecido dos pedidos feito nas fitinhas. Que os travesseiros continuem com seu perfume, e que sua camisa de linho branco ainda continue sendo a melhor roupa para usar em um domingo de manhã.

As portas estão escancaradas, as janelas totalmente abertas. Chegue mais felicidade, se acomode e não tenha pressa de partir.